Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

 As questões colocadas pelo professor mereceram a nossa maior atenção e alguma (ainda não suficiente) reflexão. Não nos choca perspectivar este projecto para além da visão tipica de uma UC. No entanto, sentimos a necessidade de partilhar convosco as nossa opções até ao momento. O grupo das estratégias está a trabalhar no sentido de definir estratégias variadas conducentes à consecução dos objectivos desta UC/projecto/opção. Um primeiro resultado deste trabalho está na Wiki, embora o enfoque tenha, até este momento, sido colocado na identificação das estratégias que propomos serem dinamizadas. No entanto, a forma como as diferentes estratégias se entrecruzam, constituindo o que designamos por “plano estratégico”, ainda carece de maturação e de discussão.

O plano que propomos integra diferentes níveis de estratégias orientadas a outros tantos níveis de actuação: orientadas à motivação; orientadas para a moderação/ interacção/colaboração e as orientadas às actividades/produto. Estas designações na fase de work in progress mas permitem já uma primeira visão do modelo que propomos.

Estratégias de/para a motivação

As estratégias incluídas neste grupo têm como um dos pilares basilares os fundamentos dos serious games. É quase incontornável a importância do jogo no quotidiano dos alunos, onde são integradas competências na área das TIC que são, na maior parte das vezes, usadas de forma quase transparente. Por outro lado, cada vez mais os jogos online têm uma componente profundamente social e socializante, já apropriada por um grande número de alunos. A exploração desta dimensão da UX (user experience) pode trazer contributos interessantes a nível da definição de uma estratégia motivacional. Outra componente que nos propomos estudar é a vertente da familiaridade com as formas de interacção que existem nos games worlds que podem ser exploradas e capitalizadas num contexto educativo. Ainda decorrente desta abordagem bebida dos serious games, integrando-a nas vivências das comunidades de prática, seria incluída nas regras a possibilidade de os participantes “ganharem” pontos de acordo com a qualidade dos contributos, podendo ser promovidos no seu papel na interacção.  Um outro pilar deste grupo de estratégias compreende a relevância destaUC/projecto/opçãono plano de estudos do curso. A compreensão das mais valias associadas as competências que se esperam desenvolver, promovendo uma aprendizgem autêntica parece-nos uma mais valia.

Estratégias orientadas às actividades e ao produto/processo

Tendo presente que estaUC/projecto/opçãose irá desenvolver segundo uma metodologia de projecto, e fazendo uma pequena incursão nas fases projectuais macro, propomos que o produto destaUC/projecto/opçãoseja definido em duas dimensões com áreas muito bem definidas de overlapping:

a) Cada aluno terá que construir um PLE, entendido como conceito e não como produto da utilização de uma determinada ferramenta. Neste ponto permite-se uma pequena incursão relativa ao que é hoje entendido como PLE na comunidade científica. Por um lado, existe um grupo de autores que situam o PLE ao nível de questões de (re) instrumentação do ensino e da aprendizagem. Todas as questões relacionadas com a personalização, a selecção, a adaptação, a separação de forma e das funções, tendem a ser discutido quase exclusivamente em relação ao estado actual (ou emergente) dos padrões da Web, de serviços ou até de aplicações. No outro lado, é explorada uma abordagem mais humanista, demonstrando preocupações com os indivíduos (ou grupos de individuos) a ganhar controlo sobre as suas actividades de aprendizagem (formal e não-formal). Relativamente a esta problemática considera-se o PLE um conceito que carece de  tecnologia para o suportar. Em termos de enquadramento teórico, as referências à tecnologia são voláteis, tendo em conta a cadência dos desenvolvimentos tecnológicos.Não obstante, as tecnologias sustentam os PLEs e por isso deverá sempre existir um tipo de enquadramento situado num nível mais próximo de implementação.

Pretende-se que o PLE construído no âmbito destaUC/projecto/opçãoseja (re)construído ao longo do percurso académico do aluno (e porque não perdurar para o plano profissional?). Neste contexto levantam-se um conjunto de questões que têm que ser exploradas e que remetem para um plano de sustentabilidade.

b) Construção colaborativa de um e-portfólio da UC

Com base na definição do e-portfolio educativo que mostra  os trabalhos que os alunos realizaram, reflectiram e seleccionaram, evidenciando o crescimento e a mudança com o passar do tempo, representando um indivíduo ou a organização do capital humano (Barret, 2005), é produzido um e-portfolio comum a todos os alunos. Cabe ressaltar que o e-portfolio é criado em colaboração pelo grupo de alunos envolvidos,, não se reduzindo a uma “pasta” de trabalhos, antes visa mostrar o desenvolvimento pessoal, científico e pedagógico do grupo, numa alusão clara ao contexto da formação ao longo da vida. A partir dos dados colocados no e-portfolio é permitida uma reflexão de todo o grupo.

Uma última nota: apesar de necessariamente estar previsto um produto, este não é (nem pode ser) entendido como final e acabado. Dada a natureza intrínseca e perene de um  “em construção”, entende-se porém que há necessidade de estabelecer metas a atingir..

Estratégias de moderação/interacção/colaboração

Decorre de um exercício abstracto da aplicação das estratégias anteriores que todo o processo está assente na constituição de uma comunidade de prática. Importa pois, partilhar algumas especificidades da comunidade de de prática que propomos.

Além dos alunos daUC/projecto/opçãoe do(s) professor(es), está prevista a intervenção activa de alunos de outros anos. Uma abordagem possível e já mencionada na wiki é o Peer Assisted Learning (PAL) numa lógica de mentoring. Em termos mais pragmáticos será criada uma bolsa de mentores, constituida de forma voluntária e por alunos de anos mais avançados, que ficarão com a tarefa de acompanhar um aluno do 1º ano ao longo do percurso da UC. Esta estratégia tem um pressuposto de natureza eminentemente social. Durante a recepção aos novos alunos (praxe) são estabelecidas relações sociais com alunos de outros anos do curso. Estas relações sociais podem (e se calhar devem) ser capitalizadas em termos de uma construção de conhecimento colectiva: é nossa convicção que esta estratégia dá uma oportunidade para a concretização deste paradigma. Outro pressuposto prende-se com a natureza própria dos cursos com uma vertente pedagógica. Através do acompanhamento de alunos mais novos, os mais velhos têm a oportunidade de desenvolver competências pedagógicas gerais (independentes da especificidade de cada curso), ao mesmo tempo que aprofundam o seu sentido crítico e conhecimento sobre as temáticas abordadas na formação de base. Na partilha com os colegas mais novos, surgem novas questões, problemas e perspectivas diferentes, que levam à reflexão conjunta e promovem uma maior apropriação dos conhecimentos.

Nesta arquitectura não está implícita a existência de outros intervenientes que se enquadram na tipologia de observadores e leakers. No entanto é desejável e expectável que a comunidade seja aberta, numa linha já abordada pelo grupo dos conteúdos de openess.

Um dos problemas que se coloca ao nosso grupo relativamente a este grupo de estratégias está directamente relacionada como as questões do role playing de cada um dos diferentes grupos de intervenientes. Há ainda necessidade de estudar estas questões a fundo. Partilhamos algumas delas:

1- Qual é papel do professor nesta comunidade?

2- De que forma vão ser “recrutados” os alunos de outros anos que formam a “bolsa de mentores”?

3- Qual o nível de intervenção do mentoring, ou seja, como e em que moldes se vai processar?

3- Como implementar os mecanismos de promoção referidos anteriormente tendo presente a efemeridade destaUC/projecto/opção(mesmo prevendo que deverá permanecer ao longo do tempo)?

4- Esta questão, intimamente relacionada com a 3, remete para a sustentabilidade desta comunidade.

Tendo presente o contexto dos cursos pedagógicos, parece-nos que a inclusão de uma actividade num ambiente imersivo pode ser uma estratégia a explorar. Ainda não reflectimos o suficiente para detalhar mais esta vertente mas poderá passar pela utilização do second life.

Pretende-se, assim, com as estratégias evidenciadas, definir um modelo/conceito de ensino visando as interacções sociais (role playing) e promover, através do User eXperience, o desenvolvimento de um maior pensamento crítico e conhecimento  dos elementos envolvidos no processo.

Apesar de o percurso feito até ao momento ter sido, principalmente, com base nas trocas dentro deste pequeno grupo, é essencial para levar o projecto a bom porto ouvir a opinião de todos, perceber se estamos a ir de encontro à ideia geral do grupo, se é necessário fazer adequações tendo em conta o que já foi investigado por outros colegas, e tomar decisões conjuntas e não apenas com base na opinião destes três elementos.

 

Inspirados?

 

PS: tentámos colocar no formato de comentário ao post do professor mas ultrapassávamos o limite de palavras...




5 comentários:
De anna-cecilia a 19 de Fevereiro de 2011 às 21:00
Oi, a todos.
Confesso que só abri agora, e com medo (mesmo!!!) do que estava por vir... Vou ler com mais calma e refletir a respeito, tanto sobre o post do professor, quanto deste, do grupo 3. Inclusive, gostaria até mesmo de de pedir desculpas se em algum momento pressionei o grupo 3, fiquei no pé de Fátima, perguntando se havia definições. Sei que compartilham comigo da dificuldade de "segurar a onda". Penso que vocês lembram que já na sessão presencial,eu não compreendia muito bem a "logística" dessa atividade, pois, como uma secção depende da anterior, como fazer tudo ao mesmo tempo? Minha ansiedade é em relação a definição do que é essa proposta: uma UC ou um curso livre?a conversa de sexta com o professor me deixou confusa nesse sentido. Penso que isso é o mais urgente de ser acertado, para que caminhemos, sabendo para onde vamos!


De fpais a 19 de Fevereiro de 2011 às 21:42
Olá anna!
Não tens nada que pedir desculpa:)!
Sim, a questão de ser ou não UC é muito importante a par da altura em que decorre.
Claro que percebemos a tua "ansiedade": as estratégias implicam na avaliação de forma directa. Parece-nos, no entanto, que ao nível macro com que estão apresentadas no Post, não deverão sofrer alterações significativas. O que achas?


De anna-cecilia a 21 de Fevereiro de 2011 às 10:20
Concordo que no nível macro não haverá alteração... Mas, o terceiro aspecto da avaliação do aluno (a sumativa) fica ou não, dependendo desta definição.
Vamos esperar para ver o que vai acontecer.


De marianamartinho a 19 de Fevereiro de 2011 às 21:28
Anna, o Grupo 2 partilha a tua dúvida e está a preparar um post que também incidirá nessa questão.


De martapinto a 20 de Fevereiro de 2011 às 14:22
Só para acrescentar que o grupo2 publicou ontem no espaço discussões da Wiki , o comentário relativo às 'Estratégias' :)


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