Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

 

Depois de uma discussão sobre jogos e avaliação no ensino propomos uma reflexão sobre a utilização das tecnologias (de um modo geral) na aprendizagem do aluno.

 

Este vídeo que vos trazemos é de uma aluna do 7º ano de escolaridade e parece-nos extremamente interessante a utilização que faz das tecnologias, no entanto deixa-nos algumas questões.

Em que medida a utilização das tecnologias influência as estruturas cognitivas das nossas crianças e jovens? Da vossa experiência e leituras, quais vos parecem ser as vantagens e/ou desvantagens da utilização destas ferramentas?

Por outro lado, quais as mudanças necessárias no papel do aluno em contextos de aprendizagem que envolvam a construção/dinamização de um PLE?

 

 




10 comentários:
De jesus-anabela a 17 de Fevereiro de 2012 às 17:16
Boa tarde!

O que sabemos surge cada vez mais intrinsecamente associado ao domínio de tecnologias. Saljo (2009) afirma-o de uma forma clara:

"Attempts to account for what people know without integrating their mastery of increasingly sophisticated technologies into the picture will lack ecological validity."

A construção de um PLE é um cenário que revela claramente esta constatação.


De jesus-anabela a 18 de Fevereiro de 2012 às 15:49
Olá novamente!

Mas qual a distância entre disponibilizarmos todas estas tecnologias aos nossos alunos do ensino básico (esta é uma aluna do 7º ano) e termos os mesmos alunos a usá-las de forma semelhante à aluna do vídeo? Enorme?
Porém a componente tecnológica é apenas uma das imensas variáveis em jogo e tal também terá de ser levado em conta ao aferirmos o que está em questão, ou seja o conhecimento por parte dos alunos.


De Rui Soares a 18 de Fevereiro de 2012 às 18:05
Esta aluna sintetiza de forma muito simples o que deverá nortear um Ambiente Pessoal de Aprendizagem:
liberdade de ação, centrada no como e no quando. Isto significa que a aluna percebe muito bem ter o seu próprio ritmo e, não obstante a possibilidade de dispersão, é ela que gere a sua própria aprendizagem, escolhendo as ferramentas que melhor se adequam à sua visão do mundo e da realidade. A própria aluna está a efetuar um exercício de metacognição durante o screencast. Ela explica que o/a professor/a de Ciências afirmou ser muito importante, no processo científico, a opinião e os pareceres dos pares, na validação do conhecimento construído. Acho isto extraordinário, vindo de uma aluna. Já tive aluno/as desta fibra e já tive outros. É possível fazerem-se milagres com as potencialidades da tecnologia atual, contudo cria-se uma sensação de grande impotência quando se sabe que a mentalidade que envolve e permeia o sistema continua no século XIX. Comodismo, facilitismo, vitimização e desresponsabilização são uma forma de vida, destrutiva, mas compensadora, quando ultrapassar os limites é algo visto como muito perigoso. Não estou a falar de ultrapassar os limites do socialmente aceitável, estou a falar das nossas próprias zonas de conforto.


De jesus-anabela a 18 de Fevereiro de 2012 às 18:51
Eu também acredito, como tu Rui, que as tecnologias digitais na educação são uma questão incontornável, sobretudo porque fazem parte de uma forma de operar e "ver" o mundo que é perceptível em inúmeros contextos socio-culturais. Mas parece-me que não chega professores dispostos a inovar, que mesmo não vendo o seu trabalho reconhecido não esmorecem, ou alunos motivados dispostos a empenharem-se com tenacidade. Primeiro porque o número deste professores e destes alunos são a minoria e segundo porque é necessária uma abordagem sistémica.É preciso repensar o papel do aluno, do professor, da relação instituição educativa família, dos currícula, da relevância das aprendizagens, da motivação dos alunos e professores, da avaliação e da função das tecnologias, entre outros fatores que possam não me estar a ocorrer.


De paulo-duarte a 19 de Fevereiro de 2012 às 00:03
Rui e Anabela, tudo o que vocês dizem é muito positivo e concordo convosco.
Mas pegando um pouco no que se falou na primeira aula, não poderá ser perigosa esta utilização quase massiva das tecnologias?

De qualquer forma acho interessante o que referiste em relação às reformas educativas Anabela. Da forma como está estruturada a nossa educação, as tecnologias acabam por não ser aproveitadas na sua plenitude.


De Rui Soares a 24 de Fevereiro de 2012 às 23:59
Paulo, não sei se será perigoso o uso maciço da tecnologia. Sair à rua pode ser perigoso. Corremos algum risco de sermos atropelados. :)
Eu prefiro dizer que há riscos com o uso excessivo da tecnologia.


De regina-canelas a 19 de Fevereiro de 2012 às 00:37
Olá!

De facto, o exercício que esta aluna do ensino básico (7º ano, note-se) faz é extraordinário e explica perfeitamente o que deve ser um PLE. É muito interessante a forma como ela tem as suas estratégias bem definidas, controla e gere as suas aprendizagens, sabendo “por onde ir”. Para além disso, a aluna está no centro do processo, tentando ser autónoma. No entanto, tal como ela própria refere, o professor desempenhou e desempenha um papel fundamental enquanto orientador e facilitador de aprendizagens. É interessante o facto de ela separar o “school work” do Facebook, por exemplo. Concordo com a Anabela, pois é necessário repensar o papel do professor, do aluno, das tecnologias, da avaliação e de todas as outras variáveis envolvidas neste processo. Temos um caminho longo pela frente.


De aldinacrodrigues a 20 de Fevereiro de 2012 às 00:04
Olá!
Concordo com vocês nesta temática. A utilização das tecnologias na aprendizagem dos alunos têm uma enorme importância na medida que permitem realizar atividades extraordinárias num curto espaço de tempo dái uma das vantagens para a sua utilização quer por parte do professor quer do aluno. No entanto tem as suas desvantagens, na medida em que no século em que estamos, aluna como a que aparece no vídeo que apresentaram são muito poucos. Os alunos, na sua generalidade, face à enorme informação que encontram não conseguem fazer o tratamento dessa informação, nem às vezes conseguem selecionar a mais importante e pode acontecer que não são capazes de a procurar de forma correta.
Assim uma das desvantagens da utilização das tecnologias em ambientes de aprendizagem é que os alunos limitam-se a fazer um copy paste do que o professor pediu paar investigar, não tendo espírito crític para questionar o que quer que seja, nem muito menos produzir, mobilizar e articular conhecimento.
No meu entender, é necessário sensibilizar o aluno para a mudança do seu papel no processo ensino-aprendizagem. o aluno tem de deixar o papel passivo para assumir um papel mais ativo no seu conhecimento. Espera-se que o aluno desenvolva a capacidade de autonomia, de iniciativa para explorar e descobrir, ter poder de criticar, ser capaz de selecionar a informação, proceder ao seu tratamento e ter criatividade no que apresenta.
Mas por outro lado o professor tem que proporcionar ao aluno as condições para tais mudanças e deve ter cuidado como o faz, que tipo de atividades propõe ao aluno pois se a informação necessária está disponível também "perde" papel de ensinar.


De lpedro a 21 de Fevereiro de 2012 às 14:25
A discussão está interessante :-)
Nesta linha de raciocínio, deixo-vos mais uma pergunta, sob a forma de uma provocação, retirada daqui - http://teachandlearnonline.blogspot.com/2005/11/die-lms-die-you-too-ple.html : "Why do we need a PLE when we already have the Internet?"



De Rui Soares a 25 de Fevereiro de 2012 às 00:30
O autor do blog, provavelmente aprendeu a ler e a escrever numa escola e não na internet. Talvez ele não precise de professores, mas arriscaria afirmar que isso é problema dele. Eu não trocaria os melhores professores que tive na vida pela Internet. :)


Comentar post

Sobre mim
Abril 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Artigos recentes

Avaliação MAC

Design thinking

Trabalho Individual

Critical thinking

Sessão de discussão a dis...

Livros Digitais. O Futuro...

Teaching in the 21st cent...

Wiki e trabalho da turma

A formação de professores

Plágio na era digital

Arquivo

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Arquivado em

2011_12

abertura

actividades

agradecimento

aha

alerta

aprendizagem

aprendizagens significativas

apresentações

áreas

arquiteturas cognitivas

avaliação

aviso

a_época_de_futebol_acabou_ontem

blogroll

bolsas

box

ciências sociais

cognição

colaboração

comentários

conferência

construtivismo

conteúdo

contributo

convergência

credenciais

critérios

critical

data

datas

deadline

debriefing

design thinking

distância

documentos

dúvida

educação

educação_inclusiva

ensino

era digital

esclarecimentos

espírito crítico

estratégias

estrutura

estudo_de_caso

et_voilá

fct

formação de professores

gbl

gee

geert

grupo 3

grupo2

grupo3

guiões

hello

hora

independence

iniciais

início

innovation

intellectual

interacção

investigação

james

jogos

keynote

layout

lidia

local

mac

margarida

metodologias

mie

mission_completed

mme

mmed

mmedu

motivation

mudanças

multimédia

negociação

notas

oliveira

organização

o_campeonato_acabou_para_o_scp

o_verdadeiro_post

ple

programa

progresso

sapo_campus

seminário

sessão_presencial

shutting_off_problems

sime

tecnologia

trabalho

tumblr

wiki

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds