O último vídeo que o grupo 2 aqui publica para discussão fala de uma temática polémica, no entanto, cada vez mais relevante - plágio. Tal como os alunos entrevistados indicam, a informação ao dispor dos nossos alunos na rede é tanta que se torna difícil resistir à tentação. Outra das razões apontadas pelos alunos para plagiar prende-se com o facto de não terem confiança nas suas próprias capacidades e por ser mais fácil (novamente, a ideia do facilitismo) obter melhores notas desta forma. Um dos alunos relembra que, atualmente, há uma imensidão de fontes de informação e tal facto dificulta todo o processo. Daí, por vezes, o plágio nem sequer é intencional. Da visualização do vídeo surgiu-nos de imediato uma questão: "Que estratégias têm posto em ação para limitar o plágio dos vossos alunos?"
Todavia, a questão mais importante, para o caso, está relacionada com as repercussões do plágio na aprendizagem e nas competências cognitivas dos nossos alunos. Deixamos aqui duas citações dos alunos que nos parecem interessantes:
“The repercussions are really, really harsh; it’s just not worth it.” “It’s very important to create our thinking, our own paper. If we just copy and paste, we study nothing.”
Boa tarde! O plágio sempre existiu, embora presentemente tenha muito mais visibilidade, condições e oportunidade para ser feito. Como já foi aqui dito, a quantidade de informação disponível na Internet é imensa e difícil de selecionar por quem ainda não tem os conhecimentos adequados para fazer essa destrinça. Creio que o problema está mesmo ao nível dos requisitos básicos, ou seja, dos hábitos de leitura, capacidade de interpretação, reflexão e escrita. Mas não só. A forma como está organizada a aprendizagem e os métodos utilizados contribuem para que não sejam dadas as melhores respostas ao problema. Muitos alunos nem sabem que plagiar é crime e, se o sabem, não têm verdadeira consciência das razões. Partilho da opinião de que se deve explicar como (e porquê) mencionar as "fontes e referências bibliográficas", bem como de usar estratégias que possibilitem um melhor controle sobre a veracidade dos trabalhos dos alunos, como exemplificou a colega Aldina. Mas mais importante do que controlar é consciencializar e estruturar os trabalhos de modo a conduzir os alunos a produções próprias, recorrendo a estratégias que impliquem os seus ambientes/vivências e os seus conhecimentos. Nos casos em que o plágio é descoberto (para o descobrir basta uma frase no Google ), mais importante do que a repreensão é o diálogo, no sentido de explicar o significado negativo do procedimento e também de transmitir a confiança de que o aluno é capaz de fazer melhor sem recorrer ao copy past . Contudo, deve haver consequências, mesmo que muito brandas, de modo a ajudar a essa tomada de consciência. Artur Ramísio