O último vídeo que o grupo 2 aqui publica para discussão fala de uma temática polémica, no entanto, cada vez mais relevante - plágio. Tal como os alunos entrevistados indicam, a informação ao dispor dos nossos alunos na rede é tanta que se torna difícil resistir à tentação. Outra das razões apontadas pelos alunos para plagiar prende-se com o facto de não terem confiança nas suas próprias capacidades e por ser mais fácil (novamente, a ideia do facilitismo) obter melhores notas desta forma. Um dos alunos relembra que, atualmente, há uma imensidão de fontes de informação e tal facto dificulta todo o processo. Daí, por vezes, o plágio nem sequer é intencional. Da visualização do vídeo surgiu-nos de imediato uma questão: "Que estratégias têm posto em ação para limitar o plágio dos vossos alunos?"
Todavia, a questão mais importante, para o caso, está relacionada com as repercussões do plágio na aprendizagem e nas competências cognitivas dos nossos alunos. Deixamos aqui duas citações dos alunos que nos parecem interessantes:
“The repercussions are really, really harsh; it’s just not worth it.” “It’s very important to create our thinking, our own paper. If we just copy and paste, we study nothing.”
O plágio tornou-se social com a Web 2.0. Eu diria mesmo banal. Penso que o fenómeno não deverá estar apenas associado à disponibilidade e facilidade de acesso à informação. Para mim poderá ter raízes culturais e relacionadas com estas as emocionais. Quando nos sujeitámos enquanto alunos a um sistema transmissivo em que se privilegiava a memorização de conteúdos, a mensagem efetivamente recebida foi "o que tu pensas, não tem valor nenhum e terás maior hipótese de obter uma classificação mais elevada quando memorizas o que os outros escrevem ou dizem". Num sistema de ensino classificativo, comparativo, seletivo e competitivo a criatividade não tem grande importância, podendo ser, inclusivamente, penalizada. Esta visão afunilada de processar e utilizar o conhecimento tem efeitos psicológicos e emocionais, nomeadamente relacionados com a sensação de vergonha e de frustração de se ser "apanhado" no erro cognitivo. Na minha prática profissional passei a aperceber-me da verdadeira dimensão do plágio nos meus alunos quando comecei a usar uma ferramenta Web 2.0 - Wikis. A maior fonte de clonagem informativa por parte dos alunos é a Wikipédia e sites educativos de origem brasileira. A ferramenta Wiki usada, dispõe agora de um software capaz de detetar clonagem de informação e isso permite-me dar feedback aos alunos, dando conhecimento explícito e público da "batota". É curioso este paradoxo. Por um lado a Web 2.0 facilita e difunde o plágio, por outro, torna-o público e cria condições para ser discutido com os alunos. Infelizmente o problema, não afeta apenas os alunos, mas atinge também professores e outro setores da Sociedade.
Sou ruisoares65 e a minha intenção não era responder diretamente à Carla. Entrei com o meu nome no blog, mas quando publiquei o comentário surgiu "anónimo"....