Os livros digitais estão a ganhar terreno e a começar a fazer parte do quotidiano de algumas escolas (ver o exemplo do caso de França em que foram distribuídos iPads aos alunos do 6º ano).
Por outro lado é-nos descrita uma outra situação educativa em que é utilizada a biblioteca itinerante designada por Biblioburro.
Em jeito de provocação, e como último post , o grupo 1 partilha com todos, as seguintes questões:
Será que a eficácia da aprendizagem depende da quantidade de tecnologia utilizada/distribuída?
Qual é o papel do professor nestas duas realidades distintas?
Qual a importância da criatividade no processo de ensino aprendizagem?
Olá a todos. Concordo que a tecnologia só por si não traz grande vantagem, mas não se pode negar o seu contributo para o desenvolvimento em todos os aspetos da nossa sociedade ocidental. No contexto dos países menos desenvolvidos aquela solução faz sentido. Julgo que temos de considerar o contexto. Penso também que a tecnologia tem uma grande capacidade inerente que é aquela que percepcionamos quando a associamos à ação humana. São inegáveis as vantagens da relação homem/máquina. O homem usa a tecnologia e desenvolve-se em paralelo com ela e, nesse aspeto, penso que ela também é fator estimulante de criatividade, quando se pensa em novas soluções, em economia de custos e de espaços, em novas formas e processos, sistemas, etc. O papel do professor deverá ser também o de provocar no aluno uma familiaridade com a tecnologia específica da sua área, mas, ao mesmo tempo, proporcionar-lhe a capacide de se interrogar perante ela. Fazer surgir uma sensação de "estranhamento perante...", vê-la como se fosse a primeira vez, para detetar nela os maleficios, os aspetos menos vantajosos e assim provocar escolhas conscientes e fundamentadas. Penso que o equílibrio, mais uma vez, é fundamental. Não será uma função do professor formar seres equilibrados, autónomos e reflexivos. A criatividade é fundamental, ainda que às vezes seja necessário criar "rotinas", procedimentos que nos facilitem a vida e melhorem as aprendizagens. A criatividade em si, em geral, não é um fim, é um meio.