Os livros digitais estão a ganhar terreno e a começar a fazer parte do quotidiano de algumas escolas (ver o exemplo do caso de França em que foram distribuídos iPads aos alunos do 6º ano).
Por outro lado é-nos descrita uma outra situação educativa em que é utilizada a biblioteca itinerante designada por Biblioburro.
Em jeito de provocação, e como último post , o grupo 1 partilha com todos, as seguintes questões:
Será que a eficácia da aprendizagem depende da quantidade de tecnologia utilizada/distribuída?
Qual é o papel do professor nestas duas realidades distintas?
Qual a importância da criatividade no processo de ensino aprendizagem?
Não posso deixar de partilhar convosco que este vídeo fez-me recuar à minha infância (com algum exagero, claro) e à biblioteca itinerante que havia na minha terra. Eu também cresci numa zona rural e a única forma de ter acesso a livros (para além dos que tinha em casa) era através da visita da carrinha da Biblioteca Municipal duas vezes por mês. Lembro-me perfeitamente da felicidade que era aquela tarde passada o meio dos livros. Aquele cheiro a papel não é substituível.
Ainda assim, penso que os livros tradicionais e os e-books podem coexistir perfeitamente. Tal como as crianças afirmam no vídeo, os primeiros fazem sonhar e os segundos permitem também o acesso ao mundo da informação. Deixo aqui um link para um vídeo que mostra o primeiro livro interativo para o iPad: http://www.youtube.com/watch?v=LV-RvzXGH2Y
Em relação aos iPads entregues aos alunos franceses, temos um exemplo semelhante cá – o computador Magalhães. Daquilo que eu conheci quando trabalhei no 1º ciclo do EB, o computador estava a ser encarado como um brinquedo e não como uma estratégia para atingir um fim. Alguns professores só permitiam que os alunos o usassem sexta-feira à tarde e, nessa altura, não davam aulas, como se o ensino não fosse compatível com as tecnologias.
O ideal seria integrar a tecnologia no processo de ensino e aprendizagem, não como substituta dos materiais mais tradicionais, nem como uma “máscara” das velhas estratégias, mas como facilitadora de aprendizagens. A tecnologia é mais uma ferramentas entre as muitas ao dispor do professor, que tal como já foi referido em posts anteriores, tem aqui um papel de ”inovador”, “iluminador”, “motivador” e “facilitador”.