Os livros digitais estão a ganhar terreno e a começar a fazer parte do quotidiano de algumas escolas (ver o exemplo do caso de França em que foram distribuídos iPads aos alunos do 6º ano).
Por outro lado é-nos descrita uma outra situação educativa em que é utilizada a biblioteca itinerante designada por Biblioburro.
Em jeito de provocação, e como último post , o grupo 1 partilha com todos, as seguintes questões:
Será que a eficácia da aprendizagem depende da quantidade de tecnologia utilizada/distribuída?
Qual é o papel do professor nestas duas realidades distintas?
Qual a importância da criatividade no processo de ensino aprendizagem?
É interessante verificar como as nossas "divagações" e perceções ao longo deste e outros posts vão deixando transparecer questões transversais muito pertinentes: - por um lado, destacar que existem vantagens inegáveis da tecnologia para o contexto de ensino e aprendizagem; fomos capazes de apontar algumas dessas vantagens ( custos, acesso, novas formas de abordagem), mas existe ainda uma certa dificuldade em definir claramente a mais-valia no uso da tecnologia, os contextos educativos em que a tecnologia seja indispensável. - por outro lado, começa a ficar claro que a tecnologia é apenas um meio, um acessório que não traz necessariamente " a receita mágica" do sucesso automático na eficácia das aprendizagens; destacámos , por diversas vezes, que fatores como a criatividade, o contexto e até o perfil do professor acabam por inteferir mais no resultado das aprendizagens do que a tecnologia em si;
Posto isto, uma pergunta provocatória: então o que andamos a fazer todos num Doutoramento intitulado Multimédia em Educação? Não seria, à partida, para analisar ou até provar que a technologia apresenta mais-valias em contexto educativo? Que todo o processo educativo só tem a ganhar com o uso de tecnologia? Parece que ainda temos um longo caminho de questionamento pela frente... ;)
De facto esta pergunta, (o que fazemos num doutoramento como este) julgo, surge-nos a todos nós que estamos na tecnologia educativa. Selwyn (2010) diz algo bastante ilucidativo, com a qual tendo a concordar (as excepções não devem ser apagadas) e que nos deve dar muito que pensar:
"Many of the fundamental elements of learning and teaching remain largely untouched by the potential of educational technology" (p. 66).
Relativamente ao potencial da tecnologia três particularidades parecem-me fundamentais:
1- a sua capacidade de fazer convergir todas as formas de representação e de comunicação de conhecimento; 2- a multiplicidade de versões que possibilita; 3- os processos de automação que podem estar incorporados.
Como podemos recriar o processo de ensino/aprendizagem para fomentar novas práticas: 1- processos e "produtos" que incluam novas formas de representação/comunicação do conhecimento e novas audiências; 2- diversificação das propostas educativas no sentido de possibilitar um trabalho diferenciado com os alunos, diferentes ritmos de trabalho, dar maior relevância às aprendizagens escolares e talvez (?) personalização das mesmas; 3- que funções pode a tecnologia assumir no processo, em diversas vertentes, tais como libertar os professores de atividades "mecânicas" para atividades centradas na recriação do processo de aprendizagem.