Como contribuição do nosso grupo fica aqui este vídeo sobre pensamento crítico que julgamos ser uma boa forma de agir e pensar para quem ensina e para quem aprende.
Os princípios defendidos por esta forma de abordagem ajuda-nos na tomada de decisão nos processos de ensino/aprendizagem.
Será que o uso da tecnologia condiciona este tipo de pensamento?
Beneficia ou constrange a independência intelectual e a capacidade de resolver problemas?
Aqui fica uma frase do vídeo para ajudar à reflexão:
- Critical thinking provides each of us with the keys for unlocking our own intellectual independence, leaving us willing and able to explore and solve problems for ourselves.
Sem sombra de dúvida que este é talvez o traço distintivo de uma aprendizagem que se deseja de qualidade e significativa. Mais do que a aquisição de competências e habilidades intelectuais- preconizado pelos "tradicionalistas"/respondendo ao o quê?-, ou até mesmo a socialização dos mais novos para os seus papéis na sociedade atual- defendido pelos "progressivistas"/como resposta ao como?- (Egan, 2008), importa aqui destacar a forma como o processo de aprendizagem se processa. Não incide, assim , tanto no contexto social em que ocorre, embora seja um factor relevante a considerar, mas tenta ir ao cerne neurofisiológico da questão: como é que se produz aprendizagem e por conseguinte, conhecimento? Foca a questão no momento específico do QUANDO? No fundo, a partir de quando é que se estabelece o sentido, quando é que deixamos de estar perante dados alinhados, a serem processados, e tudo isso se converte, num momento específico, em aprendizagem. O recurso ao pensamento crítico estimula momentos de aprendizagem, pois quanto mais momentos de questionamento se proporcionem, maior será a oportunidade de se apresentar soluções/retificações a questões colocadas e, com isso, produzir aprendizagem. Por outro lado, o facto de se interagir criticamente com dados novos e já estudados, de não se cair na atitude de aceitação passiva de toda uma informação transmitida, favorece a renovação intelectual, cultural de uma geração ou sociedade, tornando-a independente quanto baste, de determinados cânones literários, filosóficos, sociais, políticos e económicos. É nesta atitude de uma certa liberdade intelectual que reside a sobrevivência de uma sociedade renovada, pronta a enfrentar os desafios que se vão colocando. Ora , a tecnologia representa apenas mais um desafio a ser estudado e superado nos tempos que correm. Se olharmos para o uso da tecnologia como apenas um meio em direção a um fim (como já tem sido mencionado em posts anteriores) com certeza que, mais do que nunca, é exigido a cada um de nós esse "critical thinking" no manuseio dessa mesma tecnologia. No fundo, a tecnologia não veio agir como a solução para os problemas pedagógicos , apenas apontar outros caminhos. A decisão por cada um desses caminhos, sua análise e experimentação muito terá a ganhar se se optar por uma atitude de questionamento constante, que, a par com outros aspetos incontornáveis como a criatividade e imaginação permitem construir a base para o pensamento coletivo, sem, no entanto, castrar a individualidade de cada um. Mais do que considerar se é benéfico ou não, deve-se partir do pressuposto de que é necessário um pensamento crítico para uma correta utilização da tecnologia em contexto educativo e não só.