Quinta-feira, 1 de Março de 2012

 Como contribuição do nosso grupo fica aqui este vídeo sobre pensamento crítico que julgamos ser uma boa forma de agir e pensar para quem ensina e para quem aprende.

 

Os princípios defendidos por esta forma de abordagem ajuda-nos na tomada de decisão nos processos de ensino/aprendizagem.

 

Será que o uso da tecnologia condiciona este tipo de pensamento?

 

Beneficia ou constrange a independência intelectual e a capacidade de resolver problemas?

 

Aqui fica uma frase do vídeo para ajudar à reflexão:

- Critical thinking provides each of us with the keys for unlocking our own intellectual independence, leaving us willing and able to explore and solve problems for ourselves.

 

 




4 comentários:
De jesus-anabela a 3 de Março de 2012 às 17:57
Permitam-me a frase que poderá ser entendida como provocadora:
O pensamento crítico precisa ser exercido e não apregoado.

Pessoalmente há uma questão que gostaria de colocar, há momentos em que sinto que vivo em dois mundos distintos, o mundo da escola onde trabalho e o mundo da universidade onde estudo. Bem sei que é da natureza de ambos serem diferentes mas questiono-me se não será possível aproximar mais a realidade das escolas e o estudo no domínio da tecnologia educativa.

Vários autores indicam que no campo da tecnologia educativa há várias áreas onde existe uma tensão entre a retórica e a realidade, operando-se como que num cantinho analítico e sugerem uma mudança de enfoque. Mudança do que se deveria e poderia fazer para o que efetivamente se faz no terreno, claro com repercussões diretas nas práticas educativas.
Vamos lá pensando no que nos é possível fazer...



De aldinacrodrigues a 3 de Março de 2012 às 23:58
Olá!
É importante que o professor e o aluno tenha um pensamento crítico face à utilização da tecnologia no sistema educativo atual. O professor deve ter uma capacidade crítica face a esta mudança de práticas e de ensino e fomentar a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades de pensamento crítico dos alunos. Isto para lhes permitir enfrentar as mudanças e participar numa sociedade democrática onde as decisões pessoais e políticas ligadas à ciência e à tecnologia não são isentas de valores e por envolverem, muitas vezes, interesses económicos e sociais.
O uso de capacidades de pensamento crítico permite aos indivíduos terem uma opinião crítica sobre questões científicas, raciocinando logicamente sobre
o tópico em causa de modo a detectar incongruências na argumentação ou no sentido de suspender a tomada de decisão no caso de haver evidência
insuficiente para traçar e sustentar uma conclusão (Claxton, 1991; Aikenhead, 1998).
Por isso considero que a tecnologia não constrange a interdependência inteletual e a capacidade de resolver problemas. A tecnologia é uma ferramenta que ajuda a resolver esses problemas para quem ensina e para quem aprende. Para quem ensina, os professores, cabe a tarefa de propor aos alunos atividades adequadas à utilização da tecnologia, em que esta é vista como um meio para a descoberta, para aexploração e investigação e não como um meio de mero cálculo, mas sim como a resolução de problemas, por exemplo, ao nível do ensino da Matemática. Neste tipo de tarefas o aluno deve ter a capacidade de criticar os resultados e elaborar uma estratégia de resolução do problema, ou seja tem que pensar, pois a tecnologia não lhe a forneçe. Penso que a tecnologia poderá constranger este tipo de pensamento quando o professor não tem a capacidade crítica de propor aos seus alunos atividades com uma estrutura adequada ao uso da tecnologia. Exemplificando o que acontece no ensino de matemática, o professor desta disciplina não poderá porpor ao aluno a realização de uma tarefa que envolva por exmplo só cálculo e a resolução de exercícios mas sim por exemplo, explorar a influência de um determinado parâmetro no gráfico de uma função em vez de apresentar o gráfico de uma dada função. Na primeira situação o aluno não tem que ter pensamento crítico é só utilizar os menus de uma ferramenta tecnológica, a calculadora ou de um programa matemático adequado. Tal significa que, por norma, não se nota um esforço deliberado, por parte do professor, em organizar situações de aprendizagem
com o propósito explícito de levar os alunos a manifestarem e usarem capacidades de pensamento crítico. Provavelmente com o receio de experimentar a mudança, por falta de tempo, mas também, e talvez fale pela minha experiência, porque é muito mais dispendioso e exige um trabalho maior por parte do professor. Os professores continuam a ensinar como foram ensinados e é bastante provável que tenham sido ensinados com uma abordagem transmissiva
(Fitzsimmons e Kerpelman, 1994; Kennedy, 1991; Mestre, 1994; Paul, 1993; Tinker, 1995).
É muito mais fácil ensinar assim do que gerar mudanças nas suas práticas de ensino, de forma a contemplarem o desenvolvimento de capacidades de pensamento crítico dos alunos.
Em conclusão concordo que o pensamento crítico desbloqueia a nossa interdependência inteletual e nos permite resolver os problemas de uma forma mais autónoma.


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