Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Olá a todos!

Bem-vindos à UC de Multimédia e Arquitecturas Cognitivas do Programa Doutoral em Multimédia em Educação.

Durante esta semana, e até à sessão presencial da próxima sexta-feira, lançarei alguns conteúdos para os quais solicito o vosso comentário/sugestão/crítica/you name it.

Para começar, gostaria de ler a vossa posição relativamente a este vídeo do Mike Wesch.

Boas discussões,

Luís Pedro


Who is Who: Interview with Mike Wesch
- Watch more Videos at Vodpod.



13 comentários:
De fpkanitar a 7 de Fevereiro de 2011 às 22:10
COMENTÁRIO DO VÍDEO DA ENTREVISTA DE MIKE WESCH
Um vídeo interessante que evidencia, conforme Mike Wesch , que um grupo de alunos desenvolvendo tarefas em conjunto, isto é, compartilhando informações, pode desenvolvê-las de forma inteligente e obter resultados surpreendentes.
Como docente, vejo como uma aplicação em sala de aula, ensinando e motivando os alunos a criarem um espaço de aprendizagem onde possam compartilhar informações e obter respostas para suas dúvidas. Deve-se mostrar que todos os discentes são importantes, inteligentes e têm muito o que compartilhar com o grupo e retirar o receio do novo ambiente de aprendizagem, pois todos são especialistas em algum pequeno aspecto.
Outra parte da entrevista que considero interessante é que os estudantes devem mostrar o que estão estudando e/ou pesquisando pois, como consequência, poderão surgir novas oportunidades no seu estudo. A maior recompensa é que quando terminarem o curso, ao longo de suas vidas, estarão preparados e motivados para participar de forma activa e não como um elemento passivo.
Todos os aspectos num ambiente de aprendizagem compartilhada, de acordo com o entrevistado, são fundamentais no actual mundo globalizado, que foram progressivamente se tornando mais intenso com o advento da Internet, nomeadamente das redes sociais e devem ser considerados pelos docentes.
Considero este vídeo como um alerta aos profissionais da educação, para que possam através das novas tecnologias de informação e comunicação, estimular os alunos a utilizá-las a fim de que possam mostrar o seu potencial e capacidade de compartilhar os seus conhecimentos em vista de obter novas ideias e respostas para uma determinada questão.


De Maria Manuel Santos a 7 de Fevereiro de 2011 às 22:20
Este autor vem reforçar a importância da rede de contactos que se estabelecem para a construção de conhecimentos, bem como da qualidade desses contactos. Reforça também o papel das aprendizagens construídas colaborativamente, dando primazia às interacções que se estabelecem. Achei curioso a resposta à última questão, que valoriza o papel da escola, enquanto local privilegiado para as interacções, fundamentais para a construção do conhecimento e para a valorização das relações humanas. Relativamente ao ensino da língua (a minha área de interesse para uma futura investigação), o trabalho colaborativo é uma mais-valia para a construção do saber. Assim, as ferramentas de escrita colaborativa da web 2.0 são um recurso poderosíssimo para o desenvolvimento da competência compositiva. Todo o trabalho de reflexão que subjaz à escrita colaborativa conduz à construção de conhecimento sobre a língua e sobre a forma de melhor expressar o pensamento.


De lpedro a 8 de Fevereiro de 2011 às 17:43
Obrigado pelos vossos comentários. Antes de tecer algumas considerações vou aguardar por mais participações :)


De rosa-brigida a 8 de Fevereiro de 2011 às 19:30
Michael Wesch é professor assistente de Antropologia Cultural da Universidade do estado de Kansas e é o autor do excelente vídeo sobre a web : web 2.0 - A máquina somos nós/está a usar-nos": http://grou.ps/pdmmedu3ed/videos/1683997


Nesta entrevista Wesch responde a perguntas relacionadas com o anti-ensino " (a primeira vez que ouvi este termo!): o modo como a colectividade aprende WE learning ); como potenciar a inteligência individual e colectiva; o papel do professor; o papel das instituições de ensino formal na era da aprendizagem digital activa e personalizada; o papel dos tradicionais exames escritos, as competências basilares que resultam desta aprendizagem e o papel das comunidades educativas. As palavras-chave do seu discurso são a colaboração e a participação. Refere também o problema que tenta resolver: como potenciar a inteligência individual e colectiva dos alunos na construção de algo grandioso?


Reconheço a filosofia do anti-ensino na estrutura e nas disciplinas curriculares deste plano Doutoral. Em cada unidade curricular, os professores inspiram boas perguntas, não transmitem o conhecimento que os formandos pretendem adquirir. São os formandos que escolhem o tema sobre o qual vão trabalhar, potenciando assim a motivação para a aprendizagem. Os doutorandos pesquisam, seleccionam a informação, analisam, reflectem, sintetizam, interagem e comunicam entre si, construindo activamente e colaborativamente conhecimento significativo. Os grupos de doutorandos partilham periodicamente as suas descobertas com os colegas e professores procurando feedback sobre o melhor modo de prosseguir, etc.


De anna-cecilia a 8 de Fevereiro de 2011 às 23:44
Excelentes ideias para arejar a educação... Das palavras do Dr.Welsch destaco a imprescindível formação de redes relacionamentos, pois é da partilha que se constrói o conhecimento significativo, em que os estudantes portam-se activamente, orientados pelos professores. Com as tics os espaços de interacção são expandidos e os percursos de aprendizagem se diversificam, cada um contribuindo com um olhar particular, numa experiência coletiva de autoria. Embora a educação centrada no protagonismo do aluno seja teorizada e discutida há um certo tempo (Paulo Freire já pensava assim na década de 1960!), com as ferramentas web 2 e suas múltiplas possibilidades de aplicação para aprendizagem, observa-se uma emergência na mudança das práticas educativas, principalmente na formação flexível e reflexiva dos professores para atuar nesse ambiente de constantes transformações.


De fpais a 9 de Fevereiro de 2011 às 15:03
O professor Mike Wesch (MW) já nos habituou a um nível de excelência e esta entrevista não é a excepção. À questão “Como aprendemos na era da Internet?” MW releva a dicotomia em Participação/colaboração versus Personalização/individualização. Eu partilho este aparente paradoxo: por um lado os ambientes de aprendizagem devem ir ao encontro de da cada um mas potenciarem a aprendizagem em rede. Vim Vem faz uma composição gráfica muito interessante desta dicotomia, representando-a por “ ME-WE”, colocando o WE como o reflexão num espelho de água do ME. Neste contexto de rede, MW releva a importância da inteligência colectiva remetendo para um carácter quase orgânico da aprendizagem em grupo. O papel do professor e do anti-teaching, numa menção clara ao magister dixit remete para contextos algo extemporâneos: já não é esta a abordagem das ciências da educação bem como a prática de muitos professores. Mesmo assim, MK não resiste a evidenciar esta bipolarização acrescentando uma varável que me pareceu muito interessante: o processo criativo que pode nascer do processo de partilha. Neste contexto a utilização de ferramentas da Web 2.0 pode ser uma mais-valia. Apesar dos alunos pertencerem a uma geração que dominam as tecnologias, MK refere o que tomei a liberdade de enquadrar numa uma nova literacia ainda sem nome. A estaenível concordo inteiramente com o MK: os alunos têm competências na utilização de ferramentas que usam na sua vida social mas não sabem ainda capitalizar o potencial quando ferramentas deste tipo são transportadas para ambientes de aprendizagem. A forma de ultrapassar este constrangimento sem deixar de capitalizar essas competências que MK refere, é algo romântica: Mostrem-lhe que são amazing! Dentro do mesmo registo, mas enquadrado por uma “ética emotiva”, MK refere-se ao posicionamento do professor perante os alunos relevando um pendor emotivo, conjugando amor e o respeito, mas ao mesmo tempo uma grande humildade, na medida em que o professor deve procurar inspiração dentro o aluno mas também no outro e na comunidade. As instituições devem criar espaços (virtuais ou não) que permitam experiências e a partilha: lançar os fundamentos de uma comunidade. MK também é “quase forçado” a abordar a questão da avaliação, numa era em que a informação está à distância de um clique. Refere de forma clara (e na qual me revejo) a necessidade de redimensionar e reequacionar os instrumentos e métodos de avaliação. Os testes continuam a fazer sentido mas têm que ser encontradas outras formas de os conceber. [(Parêntesis meu) Só faz sentido um professor pedir um trabalho a um aluno sobre a biografia de Miguel Torga se pretender aferir as competências de limpar formatação…]
Apesar de interessante, a questão sobre o mobile learning aparece de forma descontextualizada: MK refere-se às limitações a nível do acesso e ao estado ainda muito embrionário das aplicações mobile situando apenas ao nível do content providers. Abre o caminho para QT codes e a interacção com dispositivos móveis, num contexto que, apesar de não o referir explicitamente, remete para a realidade aumentada
A questão final… A escola é necessária? Mais uma vez o MW responde num quase conversão ao conectivismo…


De Célia Graça Lopes a 9 de Fevereiro de 2011 às 19:54
Nesta entrevista, o professor Michael Wesch, destaca a importância da inteligência colectiva, remetendo para a aprendizagem em grupo, da aprendizagem colaborativa, das comunidades de aprendizagem, dos ambientes de aprendizagem e da aprendizagem em rede, numa perspectiva anti-teaching.
Actualmente, aponta-se para abordagens activas, em que a aprendizagem é vista como um processo social que se desenvolve através da comunicação e da interacção com os outros, sendo o conhecimento construído a partir do confronto com as reacções e as respostas de outros elementos.
As estratégias colaborativas de aprendizagem activa e interactiva, assentando no diálogo e na partilha, no confronto de ideias e no feedback dos pares, aumentam o envolvimento dos aprendentes produzindo um maior empenho no processo de ensino e de aprendizagem, numa perspectiva socioconstrutivista e conectivista.
Referiria ainda que a aprendizagem colaborativa potencia a inteligência individual e colectiva, onde o professor assume o papel de orientador, em que a aprendizagem é centrada no aluno, numa perspectiva proactiva e investigativa, sendo o aluno convidado a construir o seu próprio conhecimento, em rede e em colaboração com os pares. Neste contexto, a utilização de ferramentas da Web 2.0. constituem uma mais-valia. No entanto, e de acordo com o que é referido na entrevista os alunos desenvolveram competências digitais ao nível da utilização informal de certas ferramentas (redes sociais), mas quando utilizadas em ambiente de aprendizagem, por vezes, não têm ainda consciência de todo o seu potencial educativo. A escola deverá proporcionar espaços/comunidades de partilha e de permuta a todos os elementos da sua comunidade.
A questão da avaliação também é abordada no decorrer da entrevista, salientando-se a necessidade de repensar e reequacionar todo o processo avaliativo, nomeadamente ao nível dos métodos, instrumentos, objectivos e finalidades.
Pela análise desta entrevista e posicionando-me relativamente ao 1.º ciclo gostaria de deixar para reflexão as seguintes questões: Como potenciar a inteligência individual e colectiva dos aprendentes na produção do conhecimento? Como tornar o aluno consciente das suas faculdades cognitivas? Como promover a participação e a aprendizagem colaborativa, nas escolas (onde ainda reina o individualismo)? Como potenciar a interacção social dos aprendentes? Qual o papel da escola nesta era digital? Como potenciar a utilização das TIC, na aprendizagem colectiva do conhecimento? Qual a importância das relações pessoais na aprendizagem colaborativa e na socialização das aprendizagens?


De martapinto a 9 de Fevereiro de 2011 às 23:27
O que eu considero é que o ideal de teaching ” é o que Wesch denomina como “Anti teaching ”: inspiring good questions and not giving them students ) the answers ”. Como professora do 2º ciclo do Ensino Básico não me é possível recordar a quantidade de vezes que entre alguns colegas esta questão foi falada, na qual se afirmou que teaching ” não é dar aos alunos todas as respostas, afirmando convictamente a necessidade de inspirar mais questões nos alunos. As questões são de facto muito importantes para motivar a aprendizagem, para a tornar significativa. A pergunta inicial colocada a Wesch é: how do we learn in the Internet age? E a resposta não se centra na tecnologia, mas centra-se na inteligência colectiva e nos processos que melhor beneficiam a aprendizagem: colaboração; participação. Centra-se na inter-relação entre as pessoas de uma comunidade educativa. Centra-se no respeito, admiração, “love” que se tem pelos alunos, reconhecendo que cada um é inteligente e que activamente contribuirá para o ambiente de aprendizagem. A ideia que as instituições precisam de criar espaços (físicos e online) onde as pessoas podem encontrar-se para partilhar ideias e inspirarem-se mutuamente, na minha opinião responde à forma como muitos alunos já procuram hoje os grupos/comunidades online para partilhar e construir experiências, ter a sua voz ouvida. Talvez até se aproxime do conceito dos espaços de tertúlia, mas tirá-los do “café” e trazê-los para a instituição :). Igualmente me parece fundamental que Wesch afirme que os ambientes de aprendizagem que “estão em todo o lado”, em todos os dispositivos através dos quais acedemos a esses espaços, não tornam a escola menos importante. A escola é importante porque a comunidade é a chave para a inteligência colectiva “nós”, para a conexões a outras pessoas. Até neste programa doutoral já sentimos a necessidade destes encontros presenciais no espaço físico da UA, que permitem um trabalho nos espaços online muito mais envolventes, motivados e produtivos. Concluo reafirmando que o que Wesch afirma como “anti teaching ” é o que idealizo como teaching ” em pleno. Viva o “anti teaching ” e todos os ambientes de aprendizagem físicos ou online que o sustentem :)


De Susana Capitão a 10 de Fevereiro de 2011 às 00:56
Michael Wesch explica a aprendizagem numa perspectiva ainda muito pouco presente na escola actual. Na realidade, o conceito de anti-teaching pode, num momento inicial, parecer exactamente o que a sua tradução literal indica, para os que estão habituados à segurança das quatro paredes, do papel e lápis, e do teste como evidência máxima do conhecimento do aluno. Identifico-me plenamente com a constatação de que não são as capacidades de memorização (normalmente de véspera…) do aluno que o vão tornar um cidadão activo. É, antes, na melhoria do seu sentido crítico, na sua análise de e contacto com diversos pontos de vista perante uma mesma situação, conseguidos através de actividades em colaboração com os outros (WE). O olhar para o aluno pensando no seu futuro, quer ao nível pessoal quer profissional, e promover a aprendizagem e desenvolvimento de competências que façam sentido nesse seu futuro, parece-me ser fundamental. Considero que como docentes/educadores devemos ter sempre presente a questão da funcionalidade, de que aquilo que está a ser “ensinado” faça sentido para a vida do aluno (pessoal e/ou profissional), no presente e/ou no futuro.
Realço particularmente a citação feita de Nietzche “Somebody who knows WHY will come up with any HOW”, onde Michael Wesch aproveita para enfatizar que, quando um aluno sabe porque é que aquele conhecimento é importante, e compreende porque é que o deve aprender, arranja formas (HOW) de o desenvolver; mesmo que seja difícil, trabalhoso, a motivação obtida pelo WHY potencia a aprendizagem e todo o seu processo.
Nesse sentido, é de aplaudir a ideia de disciplina do futuro (daqui a 3 anos) feita através da realidade aumentada, em que o aluno encontra/descobre/explora o conhecimento no contexto, e pode adequar a aprendizagem ao seu perfil pessoal, onde se inserem as suas necessidades e motivações. Espera-se que um dia possa acontecer, ficando já (muito facilmente) na imaginação de alguns de nós.


De anna-cecilia a 10 de Fevereiro de 2011 às 10:03
Bom dia à todos!
Fico cada vez mais encantada em compartilhar essas ideias!
Permitam-me um olhar de mãe de uma garotinha de 7 anos: existem competências básicas que o "menino" tem que aprender na escola, e que o professor tem que ensinar. E para desenvolver essas competências, é necessário treino, evidenciando a cooperação entre família e escola. O entendimento indevido do termo anti teaching " levado para a inoperênica do professor seja extremamente prejudicial a construção desses saberes, pois, pode ser entendido por "deixar por conta do aluno". Concordo inteiramente com a fala de Martinha. Daí, a importância do bom professor, que não entrega as respostas prontas e da boa escola, que lhe oferece condições adequadas de trabalho para que a aprendizagem aconteça.


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