Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
Olá a todos!
Bem-vindos à UC de Multimédia e Arquitecturas Cognitivas do Programa Doutoral em Multimédia em Educação.
Durante esta semana, e até à sessão presencial da próxima sexta-feira, lançarei alguns conteúdos para os quais solicito o vosso comentário/sugestão/crítica/you name it.
Para começar, gostaria de ler a vossa posição relativamente a este vídeo do Mike Wesch.
Boas discussões,
Luís Pedro
De
fpais a 9 de Fevereiro de 2011 às 15:03
O professor Mike Wesch (MW) já nos habituou a um nível de excelência e esta entrevista não é a excepção. À questão “Como aprendemos na era da Internet?” MW releva a dicotomia em Participação/colaboração versus Personalização/individualização. Eu partilho este aparente paradoxo: por um lado os ambientes de aprendizagem devem ir ao encontro de da cada um mas potenciarem a aprendizagem em rede. Vim Vem faz uma composição gráfica muito interessante desta dicotomia, representando-a por “ ME-WE”, colocando o WE como o reflexão num espelho de água do ME. Neste contexto de rede, MW releva a importância da inteligência colectiva remetendo para um carácter quase orgânico da aprendizagem em grupo. O papel do professor e do anti-teaching, numa menção clara ao magister dixit remete para contextos algo extemporâneos: já não é esta a abordagem das ciências da educação bem como a prática de muitos professores. Mesmo assim, MK não resiste a evidenciar esta bipolarização acrescentando uma varável que me pareceu muito interessante: o processo criativo que pode nascer do processo de partilha. Neste contexto a utilização de ferramentas da Web 2.0 pode ser uma mais-valia. Apesar dos alunos pertencerem a uma geração que dominam as tecnologias, MK refere o que tomei a liberdade de enquadrar numa uma nova literacia ainda sem nome. A estaenível concordo inteiramente com o MK: os alunos têm competências na utilização de ferramentas que usam na sua vida social mas não sabem ainda capitalizar o potencial quando ferramentas deste tipo são transportadas para ambientes de aprendizagem. A forma de ultrapassar este constrangimento sem deixar de capitalizar essas competências que MK refere, é algo romântica: Mostrem-lhe que são amazing! Dentro do mesmo registo, mas enquadrado por uma “ética emotiva”, MK refere-se ao posicionamento do professor perante os alunos relevando um pendor emotivo, conjugando amor e o respeito, mas ao mesmo tempo uma grande humildade, na medida em que o professor deve procurar inspiração dentro o aluno mas também no outro e na comunidade. As instituições devem criar espaços (virtuais ou não) que permitam experiências e a partilha: lançar os fundamentos de uma comunidade. MK também é “quase forçado” a abordar a questão da avaliação, numa era em que a informação está à distância de um clique. Refere de forma clara (e na qual me revejo) a necessidade de redimensionar e reequacionar os instrumentos e métodos de avaliação. Os testes continuam a fazer sentido mas têm que ser encontradas outras formas de os conceber. [(Parêntesis meu) Só faz sentido um professor pedir um trabalho a um aluno sobre a biografia de Miguel Torga se pretender aferir as competências de limpar formatação…]
Apesar de interessante, a questão sobre o mobile learning aparece de forma descontextualizada: MK refere-se às limitações a nível do acesso e ao estado ainda muito embrionário das aplicações mobile situando apenas ao nível do content providers. Abre o caminho para QT codes e a interacção com dispositivos móveis, num contexto que, apesar de não o referir explicitamente, remete para a realidade aumentada
A questão final… A escola é necessária? Mais uma vez o MW responde num quase conversão ao conectivismo…
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