Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
Olá a todos!
Bem-vindos à UC de Multimédia e Arquitecturas Cognitivas do Programa Doutoral em Multimédia em Educação.
Durante esta semana, e até à sessão presencial da próxima sexta-feira, lançarei alguns conteúdos para os quais solicito o vosso comentário/sugestão/crítica/you name it.
Para começar, gostaria de ler a vossa posição relativamente a este vídeo do Mike Wesch.
Boas discussões,
Luís Pedro
De Célia Graça Lopes a 9 de Fevereiro de 2011 às 19:54
Nesta entrevista, o professor Michael Wesch, destaca a importância da inteligência colectiva, remetendo para a aprendizagem em grupo, da aprendizagem colaborativa, das comunidades de aprendizagem, dos ambientes de aprendizagem e da aprendizagem em rede, numa perspectiva anti-teaching.
Actualmente, aponta-se para abordagens activas, em que a aprendizagem é vista como um processo social que se desenvolve através da comunicação e da interacção com os outros, sendo o conhecimento construído a partir do confronto com as reacções e as respostas de outros elementos.
As estratégias colaborativas de aprendizagem activa e interactiva, assentando no diálogo e na partilha, no confronto de ideias e no feedback dos pares, aumentam o envolvimento dos aprendentes produzindo um maior empenho no processo de ensino e de aprendizagem, numa perspectiva socioconstrutivista e conectivista.
Referiria ainda que a aprendizagem colaborativa potencia a inteligência individual e colectiva, onde o professor assume o papel de orientador, em que a aprendizagem é centrada no aluno, numa perspectiva proactiva e investigativa, sendo o aluno convidado a construir o seu próprio conhecimento, em rede e em colaboração com os pares. Neste contexto, a utilização de ferramentas da Web 2.0. constituem uma mais-valia. No entanto, e de acordo com o que é referido na entrevista os alunos desenvolveram competências digitais ao nível da utilização informal de certas ferramentas (redes sociais), mas quando utilizadas em ambiente de aprendizagem, por vezes, não têm ainda consciência de todo o seu potencial educativo. A escola deverá proporcionar espaços/comunidades de partilha e de permuta a todos os elementos da sua comunidade.
A questão da avaliação também é abordada no decorrer da entrevista, salientando-se a necessidade de repensar e reequacionar todo o processo avaliativo, nomeadamente ao nível dos métodos, instrumentos, objectivos e finalidades.
Pela análise desta entrevista e posicionando-me relativamente ao 1.º ciclo gostaria de deixar para reflexão as seguintes questões: Como potenciar a inteligência individual e colectiva dos aprendentes na produção do conhecimento? Como tornar o aluno consciente das suas faculdades cognitivas? Como promover a participação e a aprendizagem colaborativa, nas escolas (onde ainda reina o individualismo)? Como potenciar a interacção social dos aprendentes? Qual o papel da escola nesta era digital? Como potenciar a utilização das TIC, na aprendizagem colectiva do conhecimento? Qual a importância das relações pessoais na aprendizagem colaborativa e na socialização das aprendizagens?
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