Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011
Olá a todos!
Bem-vindos à UC de Multimédia e Arquitecturas Cognitivas do Programa Doutoral em Multimédia em Educação.
Durante esta semana, e até à sessão presencial da próxima sexta-feira, lançarei alguns conteúdos para os quais solicito o vosso comentário/sugestão/crítica/you name it.
Para começar, gostaria de ler a vossa posição relativamente a este vídeo do Mike Wesch.
Boas discussões,
Luís Pedro
De Susana Capitão a 10 de Fevereiro de 2011 às 00:56
Michael Wesch explica a aprendizagem numa perspectiva ainda muito pouco presente na escola actual. Na realidade, o conceito de anti-teaching pode, num momento inicial, parecer exactamente o que a sua tradução literal indica, para os que estão habituados à segurança das quatro paredes, do papel e lápis, e do teste como evidência máxima do conhecimento do aluno. Identifico-me plenamente com a constatação de que não são as capacidades de memorização (normalmente de véspera…) do aluno que o vão tornar um cidadão activo. É, antes, na melhoria do seu sentido crítico, na sua análise de e contacto com diversos pontos de vista perante uma mesma situação, conseguidos através de actividades em colaboração com os outros (WE). O olhar para o aluno pensando no seu futuro, quer ao nível pessoal quer profissional, e promover a aprendizagem e desenvolvimento de competências que façam sentido nesse seu futuro, parece-me ser fundamental. Considero que como docentes/educadores devemos ter sempre presente a questão da funcionalidade, de que aquilo que está a ser “ensinado” faça sentido para a vida do aluno (pessoal e/ou profissional), no presente e/ou no futuro.
Realço particularmente a citação feita de Nietzche “Somebody who knows WHY will come up with any HOW”, onde Michael Wesch aproveita para enfatizar que, quando um aluno sabe porque é que aquele conhecimento é importante, e compreende porque é que o deve aprender, arranja formas (HOW) de o desenvolver; mesmo que seja difícil, trabalhoso, a motivação obtida pelo WHY potencia a aprendizagem e todo o seu processo.
Nesse sentido, é de aplaudir a ideia de disciplina do futuro (daqui a 3 anos) feita através da realidade aumentada, em que o aluno encontra/descobre/explora o conhecimento no contexto, e pode adequar a aprendizagem ao seu perfil pessoal, onde se inserem as suas necessidades e motivações. Espera-se que um dia possa acontecer, ficando já (muito facilmente) na imaginação de alguns de nós.
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