De
caixinha a 9 de Fevereiro de 2010 às 15:19
Some comments that came up after a good reading moment:
1. Same people = same learning
2. old institutions and old teachers equals "same old learning"
3. Technologies are just tools
4. Its use should have a real purpose/strategy. that shouldn't rely just on the hype they are creating at a given moment.
5. a new learning will be built upon the "ground zero" of many (old) institutions, (old) teachers. Of us?
De VaniaCarlos a 10 de Fevereiro de 2010 às 08:43
Perfeitamente em sintonia! Tecnologias são apenas ferramentas que devem servir uma estratégia, que ajudem a recriar um cenário de aprendizagem, onde sejam suscitados problemas aos alunos para resolver... os objectivos de aprendizagem de que fala o artigo!
Mas são sem dúvida mais-valias desde que o seu uso não seja encarado como o objectivo. São uma linguagem com as quais as novas gerações se identificam, no campo da motivação, e permitem tornar o conhecimento mais "palpável", facilitando o pensamento crítico em detrimento da memorização (dou como exemplo o google earth na disciplina de geografia, para a aprendizagem do conceito de escala. Claro que para dar a noção de escala basta uma folha, uma régua e um lápis, mas concerteza o google earth é mais eficiente na criação de situações-problema usando escalas)!
De
lpedro a 10 de Fevereiro de 2010 às 10:39
Já agora, e aproveitando uma das frases do artigo de opinião, "How the internet changing the way you think?"
Já alguma vez tinham pensado nisso?
LP e AM
That’s a very hard question!!!
Digamos que a internet made me completely addicted! O simples facto de estar em casa e não ter ligação à internet é causador de grande ansiedade, nem que a seguir vá passar a ferro! :) Posso sempre mudar de ideias e googlar um pouco para descobrir qual o local mais próximo que engoma roupa para fora! De facto a imediaticidade e a proximidade e a abundância são os 3 conceitos que escolho para caracterizar o impacto e as vantagens da internet. Ao nível da educação importa reflectir um pouco para que estes 3 aspectos não se tornem em problemas. O analista Nicholas Carr, questiona “Is Google Making Us Stupid". Esta questão é a meu ver muito relevante e meritória de reflexão no contexto educativo. O facto de o termo googlar ter sido introduzido em alguns dicionários da língua portuguesa vem precisamente demonstrar a preponderância das pesquisas na Web. É fundamental o desenvolvimento de competências como o saber onde procurar informação, seleccionar, comparar e analisar informação de forma crítica. É isso que se consegue quando se pede a um aluno um trabalho sobre a vida do fulano XPTO? Não, de todo! É urgente contribuir para a formação de jovens críticos, capazes de reflectir e opinar. Deixo uma citação do livro Blended Learning de Sharma e Barrett (2008: 14): “Whenever a new technology appears, there is something that is called the ‘wow’ effect. However, we should not be seduced by the novelty. We should ask ourselves whether the technology will improve teaching and enhance learning. We must ensure that the teaching is driven by the pedagogy and supported by the technology”
De Isabel Atraújo a 11 de Fevereiro de 2010 às 17:53
Actualmente o contexto do processo de ensino e de aprendizagem é diferente. Já nos primeiros anos de escolaridade os alunos sabem que na Internet “está tudo”. Nenhum formador pode ignorar esta realidade. Efectivamente, a internet veio para ficar, e consequentemente os formadores vão ter de mudar de atitude relativamente ao processo de ensino e de aprendizagem. O professor deixou de ser o “baú da sabedoria”. O saber pesquisar, o saber seleccionar, o saber criticar são competências fundamentais a desenvolver.
De
iaraujo a 12 de Fevereiro de 2010 às 10:46
Como pessoa, a internet mudou a minha maneira de pensar, no sentido em que proporciona saber globais e instantâneos e, de certa forma, mudou a minha maneira de tomar decisões, pois recorro cada vez mais à internet antes de efectuar compras. Para além disso, propiciou o desenvolvimento de algumas competências, como, aceder e seleccionar informação. Por outro lado concordo com a opinião de que a internet nos torna menos profundos.
De Sandra Ribeiro a 10 de Fevereiro de 2010 às 10:51
Achei o artigo bastante interessante. Não é o unico autor que defende isso, aliás, relatórios da UE constatam isso. A questão que eu coloco é como podemos alterar isso?? Mudar mentalidades é MUITO complicado. Este vídeo do Youtube ilustra bem esta questão.
De Sandra Ribeiro a 10 de Fevereiro de 2010 às 10:52
ups... esqueci-me do link :S
http://www.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4
O autor apresenta uma reflexão deveras pertinente sobre as tecnologias ao serviço (ou não) da aprendizagem. Se actualmente em grande parte das escolas portuguesas, nos diferentes ciclos de ensino, se utilizam tecnologias de informação e comunicação, com o predomínio dos LMS, ainda quase nada mudou no que diz respeito ao ensino e à aprendizagem, talvez apenas a rapidez e facilidade no acesso à informação. A reflexão em torno da relevância das TIC tem de começar muito a montante do que o autor chama de etapa 4 de aprendizagem “Through some means—introspection, intervention by another, access to information, whatever—you figure out how to rectify what you were doing wrong.” Há questões a que importa responder em primeiro lugar, nomeadamente “O que é aprender?”, “Como se aprende?”. De facto, se continuarmos a considerar a aprendizagem num paradigma cognitivista ou construtivista, então, por mais tecnologias Web 2.0 que utilizemos, tudo irá continuar na mesma, porque apenas haverá uma transferência, muitas vezes acrítica, de actividades do meio tradicional para p meio digital. A abordagem conectivista da aprendizagem, ao advogar uma pedagogia 2.0 em que a aprendizagem se faz através da formação de ligações e da fruição das mesmas, faz com que “technology makes it possible to learn somethong that can be learned in no other way”. Para finalizar, creio que em vez de se concentrarem esforços no sentido da criação de actividades relevantes, estes devem convergir para a concepção de cenários de aprendizagem significativos.
De luis pereira a 10 de Fevereiro de 2010 às 16:53
De facto é preciso mudarmos as nossas ideias sobre aquilo que temos de aprender, nos dias de hoje. E é interessante verificar que os 6 passos que Roger Schank usa para definir a aprendizagem correspondem às características que tornam os jogos de computador experiências tão imersivas e, por isso, motivantes e apelativas. A aprendizagem deve ser isso mesmo: uma experiência imersiva, com ou sem a ajuda da tecnologia. Deve ser uma actividade que leve a algo, tenha um propósito. E é essa visão de propósito a atingir que falta, cada vez mais, em muitos dos nossos alunos.
A evolução da tecnologia tem-se traduzido em processos cada vez mais centrado no aluno, sendo este quem selecciona o caminho da sua aprendizagem, no entanto, não se deve descurar a importância do papel activo do professor. Uma vez que a actual geração de alunos vive rodeada de tecnologia, esta pode auxiliar no processo de aprendizagem, designadamente tornando-o mais motivador, interactivo, colaborativo e participativo, o que implica uma evolução das metodologias e novas abordagens.
A internet pode não mudar a nossa opinião ou maneira de pensar, no entanto, devido à quantidade de informação a que temos acesso, encontramo-nos mais esclarecidos, contribuindo para melhorar e sustentar essa opinião ou forma de pensar, o que pode levar a mudar a nossa maneira de decidir.
De Isabel Atraújo a 11 de Fevereiro de 2010 às 17:38
Este artigo leva-nos a reflectir sobre a relação entre as tecnologias e a aprendizagem. Várias questões foram surgindo ao longo da leitura deste artigo. É a tecnologia que está ao serviço da aprendizagem? Até que ponto as pessoas utilizam devidamente as potencialidades das tecnologias? Quando é que se deve utilizara as tecnologias no processo de aprendizagem? O que mudou efectivamente? De facto, não deixo de concordar com o autor. Contudo considero provocadora a frase: “The two are related if and only if the technology makes it possible to learn something that can be learned in no other way.” Partilho da opinião de que a tecnologia pode ser um facilitador do processo de aprendizagem, devendo por isso antes de se utilizar as tecnologias, definir o que se pretende (quais os objectivos a atingir), avaliar as mais-valias com a utilização dessa tecnologia…
De sandra ferrao a 12 de Fevereiro de 2010 às 11:08
Todas as questões que até agora foram levantadas são muito importantes na análise do processo de ensino e aprendizagem e que importa discutir. Algumas já tivemos oportunidade de reflectir na primeira UC DMME. Pessoalmente considero que para além “Learning is still the same” (R. C. Schank) “the most significant problem with education today is the problem of significance itself” (M. Wesch). Identifico-me mais com a visão de M. Wesch: o processo de aprendizagem acontece em função de uma “good question” e são estas que faltam no sistema educativo: tanto da parte dos professores como da parte dos alunos. Desenvolver de forma inteligente (com ou sem tecnologia) os tais ambientes imersivos (post do colega Luís) ou criação de cenários de aprendizagem significativos (post da colega Lurdes) são a "pedra angular" de todo este processo.
O que eu sinto falta é de uma verdadeira equipa pedagógica que reflicta a articulação dos conteúdos e competências em projectos transversais de aprendizagens.
De Vânia Carlos a 14 de Fevereiro de 2010 às 15:25
Sandra, na minha opinião tocaste precisamente numa das grandes "feridas" da educação em Portugal: sem dúvida que o grande desafio está do lado dos professores, na sua capacidade de serem agentes de mudança e de desenvolverem uma cultura participativa e de cooperação, em termos pedagógicos, nas suas escolas!
Como disse a Liliana na nossa última reunião...tiraste-me as letras do teclado!
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