...estou disponível, ao início da tarde (das 14h30 às 16h30), para esclarecimento de eventuais dúvidas que tenham nesta recta final do trabalho. Façam as vossas marcações, caso necessitem, em comentário a este post
Aproveito para vos anunciar que o Prof. Moreira estará presente nas apresentações de sexta-feira, que terão lugar na sala de reuniões do DE às 9h30 (sem atrasos, por favor :))
Olá a todos, em especial, colegas da "avaliação".
Estivemos a espreitar os textos que publicaram na wiki e fizemos alguns comentários na discussão.
Estamos disponíveis para reunir online, se considerarem útil, de forma a podermos conversar melhor sobre algumas das opiniões que aí descrevemos.
Bom trabalho para todos,
As estrategas![]()
O grupo 2 publicou novo conteúdo (ainda, work in progress) na wiki.
Pelas leituras que o grupo 2 tem feito, considera-se que a Teoria da Rede de Actores (Actor Network Theory, ANT), desenvolvida nos anos 80 do século passado, por Michel Callon e Bruno Latour, permite compreender o conceito de “role-playing” que tem vindo a ser discutido pelos grupos. De qualquer forma, o grupo continua a investigar esta questão. Gostaríamos de auscultar a opinião dos colegas, sobretudo do grupo 3 que propôs o conceito de “role-playing”.
Um recurso interessante, apanhado no Facebook via Paulo Simões. A ler :)
No dia 21-02 e 23-02 em reunião via Skype e Zorap, a primeira das quais se organizou por iniciativa espontânea do grupo3 que já tinha manifestado essa vontade, motivando todos os presentes naquele momento no Skype para a tentativa de uma reunião colectiva, apesar dos problemas técnicos que se previam. Ficamos indecisos por não estarmos os 11 presentes na primeira reunião mas era preciso agir e aproveitamos a oportunidade. Como doutorandos em Multimédia em Educação conseguimos ultrapassar os desafios técnicos de reunir 9 pessoas no zorap. Às colegas Anna e Rosa que naquele momento de entusiasmo colectivo não se encontravam online, enviamos hoje o que foi possível definir ontem na reunião, sendo que obviamente não avançamos para a parte da avaliação, adiando para quando estivessemos todos na segunda reunião.
Resumo do que ficou acordado nas reuniões:
Perante este entendimento, fruto de longa horas de negociação em que se registaram algumas baixas temporárias, o Grupo de PDMME, a jeito de movimento organizado, lança um repto ao professor formulado numa simples questão: "o ke axa?"
Assim consideramos que não será necessária uma reunião presencial na UA nesta sexta.
[Post assinado pelos 4 grupos]
Na tentativa de unificar as ideias propostas pelos quatro grupos, o grupo 2 deixa algumas perguntas e a opinião do grupo, que se têm procurado definir em conjunto:
1) Estamos a propôr um guião para uma UC ou para um Sumplemento ao Diploma?
Grupo2:
> a UC garantirá que todos os alunos em formação para futuros docentes desenvolvam as competências e saberes inerentes ao que constitui a UC.
> Suplmento ao Diploma - opcional e não garantirá que todos os alunos em formação para futuros docentes desenvolvam as competências e saberes inerentes ao que constitui a UC.
2) É consensual que caso optemos pelo desenvolvimento de uma UC, o público-alvo seja constituído num grupo de alunos do 1º ano do mestrado? Optando pelo Suplemento ao Diploma (SD), incidir-se-á igualmente em alunos 1º ano do mestrado, ou será aberto a qualquer aluno interessado?
Grupo2:
> Optando pela UC, concordamos que se deva optar por alunos do 1º ano de mestrado.
> Optando pelo SD, pensamos que deverá ser aberto a qualquer aluno interessado.
3) Vamos assumir que os alunos já passaram por uma oportunidade de “hands-on” (competências de literacia digital) ou não?
Grupo2:
> Consideramos que deveremos assumir que já passaram por uma oportunidade de “hands-on”.
...keep in touch...
As questões colocadas pelo professor mereceram a nossa maior atenção e alguma (ainda não suficiente) reflexão. Não nos choca perspectivar este projecto para além da visão tipica de uma UC. No entanto, sentimos a necessidade de partilhar convosco as nossa opções até ao momento. O grupo das estratégias está a trabalhar no sentido de definir estratégias variadas conducentes à consecução dos objectivos desta UC/projecto/opção. Um primeiro resultado deste trabalho está na Wiki, embora o enfoque tenha, até este momento, sido colocado na identificação das estratégias que propomos serem dinamizadas. No entanto, a forma como as diferentes estratégias se entrecruzam, constituindo o que designamos por “plano estratégico”, ainda carece de maturação e de discussão.
O plano que propomos integra diferentes níveis de estratégias orientadas a outros tantos níveis de actuação: orientadas à motivação; orientadas para a moderação/ interacção/colaboração e as orientadas às actividades/produto. Estas designações na fase de work in progress mas permitem já uma primeira visão do modelo que propomos.
Estratégias de/para a motivação
As estratégias incluídas neste grupo têm como um dos pilares basilares os fundamentos dos serious games. É quase incontornável a importância do jogo no quotidiano dos alunos, onde são integradas competências na área das TIC que são, na maior parte das vezes, usadas de forma quase transparente. Por outro lado, cada vez mais os jogos online têm uma componente profundamente social e socializante, já apropriada por um grande número de alunos. A exploração desta dimensão da UX (user experience) pode trazer contributos interessantes a nível da definição de uma estratégia motivacional. Outra componente que nos propomos estudar é a vertente da familiaridade com as formas de interacção que existem nos games worlds que podem ser exploradas e capitalizadas num contexto educativo. Ainda decorrente desta abordagem bebida dos serious games, integrando-a nas vivências das comunidades de prática, seria incluída nas regras a possibilidade de os participantes “ganharem” pontos de acordo com a qualidade dos contributos, podendo ser promovidos no seu papel na interacção. Um outro pilar deste grupo de estratégias compreende a relevância destaUC/projecto/opçãono plano de estudos do curso. A compreensão das mais valias associadas as competências que se esperam desenvolver, promovendo uma aprendizgem autêntica parece-nos uma mais valia.
Estratégias orientadas às actividades e ao produto/processo
Tendo presente que estaUC/projecto/opçãose irá desenvolver segundo uma metodologia de projecto, e fazendo uma pequena incursão nas fases projectuais macro, propomos que o produto destaUC/projecto/opçãoseja definido em duas dimensões com áreas muito bem definidas de overlapping:
a) Cada aluno terá que construir um PLE, entendido como conceito e não como produto da utilização de uma determinada ferramenta. Neste ponto permite-se uma pequena incursão relativa ao que é hoje entendido como PLE na comunidade científica. Por um lado, existe um grupo de autores que situam o PLE ao nível de questões de (re) instrumentação do ensino e da aprendizagem. Todas as questões relacionadas com a personalização, a selecção, a adaptação, a separação de forma e das funções, tendem a ser discutido quase exclusivamente em relação ao estado actual (ou emergente) dos padrões da Web, de serviços ou até de aplicações. No outro lado, é explorada uma abordagem mais humanista, demonstrando preocupações com os indivíduos (ou grupos de individuos) a ganhar controlo sobre as suas actividades de aprendizagem (formal e não-formal). Relativamente a esta problemática considera-se o PLE um conceito que carece de tecnologia para o suportar. Em termos de enquadramento teórico, as referências à tecnologia são voláteis, tendo em conta a cadência dos desenvolvimentos tecnológicos.Não obstante, as tecnologias sustentam os PLEs e por isso deverá sempre existir um tipo de enquadramento situado num nível mais próximo de implementação.
Pretende-se que o PLE construído no âmbito destaUC/projecto/opçãoseja (re)construído ao longo do percurso académico do aluno (e porque não perdurar para o plano profissional?). Neste contexto levantam-se um conjunto de questões que têm que ser exploradas e que remetem para um plano de sustentabilidade.
b) Construção colaborativa de um e-portfólio da UC
Com base na definição do e-portfolio educativo que mostra os trabalhos que os alunos realizaram, reflectiram e seleccionaram, evidenciando o crescimento e a mudança com o passar do tempo, representando um indivíduo ou a organização do capital humano (Barret, 2005), é produzido um e-portfolio comum a todos os alunos. Cabe ressaltar que o e-portfolio é criado em colaboração pelo grupo de alunos envolvidos,, não se reduzindo a uma “pasta” de trabalhos, antes visa mostrar o desenvolvimento pessoal, científico e pedagógico do grupo, numa alusão clara ao contexto da formação ao longo da vida. A partir dos dados colocados no e-portfolio é permitida uma reflexão de todo o grupo.
Uma última nota: apesar de necessariamente estar previsto um produto, este não é (nem pode ser) entendido como final e acabado. Dada a natureza intrínseca e perene de um “em construção”, entende-se porém que há necessidade de estabelecer metas a atingir..
Estratégias de moderação/interacção/colaboração
Decorre de um exercício abstracto da aplicação das estratégias anteriores que todo o processo está assente na constituição de uma comunidade de prática. Importa pois, partilhar algumas especificidades da comunidade de de prática que propomos.
Além dos alunos daUC/projecto/opçãoe do(s) professor(es), está prevista a intervenção activa de alunos de outros anos. Uma abordagem possível e já mencionada na wiki é o Peer Assisted Learning (PAL) numa lógica de mentoring. Em termos mais pragmáticos será criada uma bolsa de mentores, constituida de forma voluntária e por alunos de anos mais avançados, que ficarão com a tarefa de acompanhar um aluno do 1º ano ao longo do percurso da UC. Esta estratégia tem um pressuposto de natureza eminentemente social. Durante a recepção aos novos alunos (praxe) são estabelecidas relações sociais com alunos de outros anos do curso. Estas relações sociais podem (e se calhar devem) ser capitalizadas em termos de uma construção de conhecimento colectiva: é nossa convicção que esta estratégia dá uma oportunidade para a concretização deste paradigma. Outro pressuposto prende-se com a natureza própria dos cursos com uma vertente pedagógica. Através do acompanhamento de alunos mais novos, os mais velhos têm a oportunidade de desenvolver competências pedagógicas gerais (independentes da especificidade de cada curso), ao mesmo tempo que aprofundam o seu sentido crítico e conhecimento sobre as temáticas abordadas na formação de base. Na partilha com os colegas mais novos, surgem novas questões, problemas e perspectivas diferentes, que levam à reflexão conjunta e promovem uma maior apropriação dos conhecimentos.
Nesta arquitectura não está implícita a existência de outros intervenientes que se enquadram na tipologia de observadores e leakers. No entanto é desejável e expectável que a comunidade seja aberta, numa linha já abordada pelo grupo dos conteúdos de openess.
Um dos problemas que se coloca ao nosso grupo relativamente a este grupo de estratégias está directamente relacionada como as questões do role playing de cada um dos diferentes grupos de intervenientes. Há ainda necessidade de estudar estas questões a fundo. Partilhamos algumas delas:
1- Qual é papel do professor nesta comunidade?
2- De que forma vão ser “recrutados” os alunos de outros anos que formam a “bolsa de mentores”?
3- Qual o nível de intervenção do mentoring, ou seja, como e em que moldes se vai processar?
3- Como implementar os mecanismos de promoção referidos anteriormente tendo presente a efemeridade destaUC/projecto/opção(mesmo prevendo que deverá permanecer ao longo do tempo)?
4- Esta questão, intimamente relacionada com a 3, remete para a sustentabilidade desta comunidade.
Tendo presente o contexto dos cursos pedagógicos, parece-nos que a inclusão de uma actividade num ambiente imersivo pode ser uma estratégia a explorar. Ainda não reflectimos o suficiente para detalhar mais esta vertente mas poderá passar pela utilização do second life.
Pretende-se, assim, com as estratégias evidenciadas, definir um modelo/conceito de ensino visando as interacções sociais (role playing) e promover, através do User eXperience, o desenvolvimento de um maior pensamento crítico e conhecimento dos elementos envolvidos no processo.
Apesar de o percurso feito até ao momento ter sido, principalmente, com base nas trocas dentro deste pequeno grupo, é essencial para levar o projecto a bom porto ouvir a opinião de todos, perceber se estamos a ir de encontro à ideia geral do grupo, se é necessário fazer adequações tendo em conta o que já foi investigado por outros colegas, e tomar decisões conjuntas e não apenas com base na opinião destes três elementos.
Inspirados?
PS: tentámos colocar no formato de comentário ao post do professor mas ultrapassávamos o limite de palavras...
Olá, boa noite!
Tal como prometido, aqui ficam algumas notas suscitadas pelas reuniões mantidas hoje com todos os grupos. Este texto não tem a preocupação de articulação/ligação entre os tópicos abordados (esse é o trabalho a desenvolver na UC de MAC :)), i.e., vou escrever, de forma livre. sobre alguns aspectos que considero importantes, desenvolvendo alguns e outros não.
- Em primeiro lugar quero dar-vos os parabéns pelo trabalho que, de forma mais ou menos explícita nas ferramentas que estamos a utilizar, têm vindo a desenvolver. Tal como reiterei em todas as reuniões, estes trabalhos que implicam uma articulação inter-grupos têm fases distintas e, por isso, é perfeitamente natural que neste momento estejam mais focados nas discussões dentro dos vossos grupos e num trabalho de leitura exploratória e de delimitação de conceitos.
- Em segundo lugar, devo dizer que a comunicação via skype de hoje foi um desafio constante. Intelectual e tecnológico. Do ponto de vista dos conceitos devo dizer que foi um prazer discutir convosco, de forma aberta e descomplexada, apaixonada mas rigorosa, estas questões. Do ponto de vista tecnológico quero, desde já, pedir desculpa se não consegui ouvir algumas das vossas questões/comentários mas a qualidade da ligação foi, em algumas ocasiões, muito fraca e apenas conseguia ouvir palavras isoladas que tentei situar num contexto. O mais provável é que tenha batido ao lado mas ficou a intenção :).
- Um aspecto relevante e transversal nas reuniões com todos os grupos está relacionado com as minhas dúvidas relativamente ao que deve ser esta oferta formativa. Devo dizer - pelos conceitos abordados e pela "paixão" com que foram abordados - que não tenho certezas quanto ao facto da oferta ter, necessária e obrigatoriamente, um enquadramento curricular. À medida que as conversas se foram desenrolando não pude deixar de pensar que sendo a proposta a de um espaço de reflexão, integrador, promotor de colaboração e partilha entre agentes com diferentes perfis - i.e., uma comunidade de aprendizagem para alunos e professores sobre a temática da integração pedagógica das TIC - uma disciplina aberta, projectual, de valorização da experiência faz algum sentido. O que acham? Gostava muito de vos "ler" acerca disto.
- Uma outra questão relevante está relacionada com a valorização do processo (experiência, se quiserem) de aprendizagem em detrimento do(s) produto(s). Essa pareceu-me uma preocupação generalizada e que eu também partilho. No entanto, devo alertar-vos para o facto de estarmos altamente condicionados por aquilo que é um mindset formalista e "politic" e termos pouca flexibilidade para olharmos para estas questões de uma forma aberta e com perspectivas "novas". Fica o alerta!
- Uma outra questão transversal à conversa com os grupos diz respeito à granularidade da abordagem que vamos realizar. Esta granularidade tem reflexos óbvios no discurso e na sua coerência e deve resultar de uma negociação e afinação participada por toda a turma.
- Os conceitos que abordámos hoje (abertura, PBL, PAL, peer assessment, desenho de experiências de aprendizagem, social and ecology learning, interacção, colaboração, partilha, cultura digital, tecno-capital, literacias, entre tantos outros) são, em si mesmo, desafiadores e motivadores. O maior desafio, contudo, é integrá-los de forma consequente (na dimensão de policy) nesta oferta que estamos a trabalhar. A palavra-chave é mesmo essa: integração. Não nos devemos esquecer que o principal "problema" a que queremos dar resposta está relacionado com a falta de integração (de organização do trabalho, disciplinar e tecnológica) da formação inicial (e também contínua) de professores. Força com essas ideias!
- Um aspecto que também foi abordado de forma consensual foi o da valorização do conceito de comunidade e de mudança do paradigma vigente. Não posso estar mais de acordo e vou ter muito prazer em perceber como é que vão materializar esta ideia.
- Finalmente, questões mais logísticas. Como fui dizendo, este é o momento para uma fortíssima articulação e comunicação entre todos os grupos, de forma a podermos definir uma linha de rumo (negociada mas consensual). Se considerarem que isto é muito difícil (ou mesmo impossível) de operacionalizar online estou disponível para uma sessão presencial na próxima 6ª feira, da parte da manhã.
Fico a aguardar os vossos comentários e a discussão (entre todos) destes e de outros aspectos que, com o sono, com quase toda a certeza me esqueci de referir :)
Bom trabalho!
a_época_de_futebol_acabou_ontem
o_campeonato_acabou_para_o_scp