Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Viva!


O último vídeo que o grupo 2 aqui publica para discussão fala de uma temática polémica, no entanto, cada vez mais relevante - plágio. Tal como os alunos entrevistados indicam, a informação ao dispor dos nossos alunos na rede é tanta que se torna difícil resistir à tentação. Outra das razões apontadas pelos alunos para plagiar prende-se com o facto de não terem confiança nas suas próprias capacidades e por ser mais fácil (novamente, a ideia do facilitismo) obter melhores notas desta forma. Um dos alunos relembra que, atualmente, há uma imensidão de fontes de informação e tal facto dificulta todo o processo. Daí, por vezes, o plágio nem sequer é intencional. Da visualização do vídeo surgiu-nos de imediato uma questão: "Que estratégias têm posto em ação para limitar o plágio dos vossos alunos?"


Todavia, a questão mais importante, para o caso, está relacionada com as repercussões do plágio na aprendizagem e nas competências cognitivas dos nossos alunos. Deixamos aqui duas citações dos alunos que nos parecem interessantes:

“The repercussions are really, really harsh; it’s just not worth it.”
“It’s very important to create our thinking, our own paper. If we just copy and paste, we study nothing.”

 

 




11 comentários:
De carlaponte a 20 de Fevereiro de 2012 às 01:19
Olá a todos!

Concordo com o facto de o plágio ser um dos principais problemas da era digital. Mais do que entrar aqui na questão do como descobrir se e como o aluno plagiou ou ainda que tipo de consequências para o aluno que plagiou, importa aqui refletir sobre as repercussões do ato em si. Sempre que um aluno plagia , desiste do ato individual , criativo e único de pensar...ele reproduz ideias já existentes e como tal, não sai de um mesmo patamar...não eleva a sua opinião crítica e não dá azo à construção de novas questões, novos modos de encarar uma mesma realidade e deixa-se contagiar por um "loop-based" thinking - ou seja, sequências de pensamentos repetidos e reutilizados em sistema circular... isso , sim, é muito grave e torna-se , a médio prazo, asfixiante para a construção de uma pedagogia futura que se quer dinâmica, criativa e , sobretudo, aberta à resolução de questões ainda nunca antes colocadas. Há que lutar contra esse "facilitismo" estéril e dotar os alunos de competências que os façam questionar cada fonte de informação, levando-os a sentir o gosto pela descoberta individual, pela superação de si próprio e pelo trilhar de novos caminhos... levando-os a escrever , eles próprios, um pouco da história e da ciência que se vai produzindo todos os dias em todo o mundo.


De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2012 às 22:17
O plágio tornou-se social com a Web 2.0. Eu diria mesmo banal. Penso que o fenómeno não deverá estar apenas associado à disponibilidade e facilidade de acesso à informação. Para mim poderá ter raízes culturais e relacionadas com estas as emocionais.
Quando nos sujeitámos enquanto alunos a um sistema transmissivo em que se privilegiava a memorização de conteúdos, a mensagem efetivamente recebida foi "o que tu pensas, não tem valor nenhum e terás maior hipótese de obter uma classificação mais elevada quando memorizas o que os outros escrevem ou dizem". Num sistema de ensino classificativo, comparativo, seletivo e competitivo a criatividade não tem grande importância, podendo ser, inclusivamente, penalizada. Esta visão afunilada de processar e utilizar o conhecimento tem efeitos psicológicos e emocionais, nomeadamente relacionados com a sensação de vergonha e de frustração de se ser "apanhado" no erro cognitivo.
Na minha prática profissional passei a aperceber-me da verdadeira dimensão do plágio nos meus alunos quando comecei a usar uma ferramenta Web 2.0 - Wikis. A maior fonte de clonagem informativa por parte dos alunos é a Wikipédia e sites educativos de origem brasileira. A ferramenta Wiki usada, dispõe agora de um software capaz de detetar clonagem de informação e isso permite-me dar feedback aos alunos, dando conhecimento explícito e público da "batota". É curioso este paradoxo. Por um lado a Web 2.0 facilita e difunde o plágio, por outro, torna-o público e cria condições para ser discutido com os alunos. Infelizmente o problema, não afeta apenas os alunos, mas atinge também professores e outro setores da Sociedade.


De ruisoares65 a 20 de Fevereiro de 2012 às 22:27
Sou ruisoares65 e a minha intenção não era responder diretamente à Carla.
Entrei com o meu nome no blog, mas quando publiquei o comentário surgiu "anónimo"....


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